Espaço do Diário do Minho

Manuel Heitor, Excelente Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior…

31 Jul 2020
Gonçalo S. de Mello Bandeira

Até ao momento. Na senda do excelente Ministro Prof. Doutor Mariano Gago, de quem era discípulo do Instituto Superior Técnico em Lisboa – igualmente propulsor fraterno do IPCA-Instituto Politécnico do Cávado e do Ave e também amigo saudoso Prof. Doutor João Baptista da Costa Carvalho, n/ex-Presidente, vivo nos nossos corações –, o Prof. Doutor Manuel Heitor tem sido um ultra competente Ministro. Não desconsiderando o facto de este artigo ser escrito em nosso nome pessoal, e mais próximos, e, portanto, respeitando algumas diferenças de opinião sobre certos assuntos entre Manuel Heitor e o Sindicato Nacional do Ensino Superior, cujas opiniões competem sobretudo à respectiva direcção colectiva. E não ao presidente singular, separado da direcção, note-se. Ainda agora, citamos, quando o Ministro Heitor é noticiado como estando a pressionar para que sejam abertos mais cursos e vagas em Medicina, a ser verdade, está a pressionar, e muito bem pressionado, para que seja ultrapassada uma falha muito grave e custosa em Portugal: a falta de médicos!!! Aliás, já denunciado por outros ao longo da História de Portugal de onde destacamos o Presidente Jorge Sampaio. Em 29/7/20, p.e., no Observador, “Manuel Heitor diz que vagas de Medicina são afetadas por ‘pressões corporativas’ ”. Aliás, veja-se o nosso artigo “Coronavírus e Declaração do Estado de Emergência: art. 19º da Constituição”, 20/3/20. Aí sugerimos que os recém-licenciados em medicina não deveriam poder de imediato emigrar, devendo assinar um contrato de fidelização por um número mínimo de anos com o seu país. Ou terem que voltar ao abrigo dum eventual serviço militar obrigatório. Não tem sentido o Estado investir milhões de euros nestes cidadãos, além do uso de todas as infra-estruturas nacionais, incluindo escolas, estradas, etc., e, depois, de imediato irem trabalhar para outros países, deixando inclusive concursos públicos com imensas vagas sem um único candidato: “Ainda nenhum médico se candidatou a trabalhar no Algarve durante o verão. A Administração Regional de Saúde (ARS) paga alojamento, ajudas de custo e deslocações, mas as 60 vagas abertas até final de setembro continuam por preencher” (!), Jornal de Notícias, 25/7/20. Natural de Lisboa, como o n/Pai, Heitor nasceu em 1958. É Doutorado pelo Imperial College de Londres em Engenharia Mecânica, 1985, tendo feito um pós-doutoramento da Universidade da Califórnia em 1986, San Diego. Prosseguiu uma carreira académica – porque há um Direito à Carreira! – no Instituto Superior Técnico de Lisboa, donde se destaca a investigação na Combustão Experimental. Catedrático, dirige o Centro de Estudos em Inovação, Tecnologia e Políticas de Desenvolvimento, IN+, além da coordenação dos programas de Doutoramento. Foi Secretário de Estado da Ciência entre 2005 e 2001, tendo se envolvido no aumento do financiamento público e privado na Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Em 2011/12 foi Professor na Universidade de Harvard, EUA, lutando também contra a endogamia nas Universidades, sem prejuízo do direito à carreira profissional de cada um. É investigador Associado da Universidade do Texas, Austin, no Instituto IC2-Innovation, Creativity and Capital. Coordenou e fez uma série de conferências internacionais em políticas de inovação tecnológica. É co-Fundador da rede internacional “Globelics-the global network for the economics of learning, innovation, and competence building systems”. Está empenhado na rede europeia “step4EU, science, technology, education and policy for Europe” e no OIPG-Observatório Internacional de Políticas Globais para a Exploração do Atlântico. Em 2015 promoveu o Manifesto “O Conhecimento como Futuro” e a declaração “Knowledge as Our Common Future”. Manuel Heitor é contra a endogamia nas Universidades Portuguesas. Nunca se devendo esquecer que, como nos ensinou Edmund Husserl, “não existem ciências mais exactas do que as Ciências Humanas”.



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