Fotografia: DR

Sobrecarga do SNS e medo atrasam diagnósticos de cancro

A paragem nos programas de rastreio e o medo de se deslocar ao hospital contribuíram para menos diagnósticos

Carla Esteves
3 Fev 2021

A sobrecarga do Sistema Nacional de Saúde (SNS) em virtude da pandemia de Covid-19, a paragem em alguns rastreios e o medo de ser contaminado durante uma ida aos serviços hospitalares têm contribuído para um considerável atraso no diagnóstico dos casos de cancro. Quem deixa o alerta é a Delegação de Braga da Liga Portuguesa Contra o Cancro, que apela aos cidadãos para que não deixem de recorrer aos serviços de saúde.

No dia que antecede a comemoração do Dia Mundial do Cancro, que se assinala a 4 de fevereiro, a responsável clínica da Delegação de Braga da Liga, Carla Isabel Ribeiro, adianta que se na primeira fase da pandemia havia um sentimento de «algum abandono» por parte dos doentes oncológicos, neste momento o SNS está mais adaptado e resiliente e os doentes que já eram acompanhados têm visto salvaguardado o seu direito aos tratamentos.

O maior problema reside agora no grande número de casos por diagnosticar, que poderá originar, a médio prazo, não só uma diminuição drástica na sobrevida, mas também uma redução da qualidade de vida dos doentes porque o diagnóstico ocorre numa fase mais avançada. 

Este problema está diretamente relacionado com as paragens nos rastreios, em particular os do cancro da mama, do colo do útero e do colorretal, que originaram uma diminuição do diagnóstico precoce. A este associa-se o receio, por parte dos cidadãos, de se dirigir os serviços hospitalares, contribuindo para um decréscimo do diagnóstico clínico.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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