Fotografia: Avelino Lima

D. Jorge Ortiga convida a cuidar do próximo com «mãos de Samaritano»

Arcebispo de Braga afirma, na Missa de Quarta-feira de Cinzas, que este tempo é favorável para levantar o ânimo.

Jorge Oliveira
17 Fev 2021

O Arcebispo de Braga apelou hoje aos arquidiocesanos, na Missa de Quarta-feira de Cinzas, na Sé, que nesta «Quaresma invulgar» orientem todas as suas reflexões e atividades, em Braga e nas paróquias, para «meditar nos momentos da paixão de Cristo, reconhecendo-O nos irmãos que sofrem»

«Há muitos rostos. Alguns conhecidos e muitos mais por encontrar. Motivados pela Palavra sejamos capazes de fazer um exame de consciência coletiva com alguma coragem. Ninguém ama a Deus que não vê se não ama o próximo que vê», assinalou D. Jorge Ortiga.

Lembrando a sua mensagem para a Quaresma, intitulada “Quaresma, tempo para cuidar do próximo», o prelado convidou os fiéis a cuidar do próximo com «mãos de Samaritano» e pediu, em particular, às famílias, que sejam uma «Igreja doméstica onde se escuta, reza e se compromete».

Neste contexto, solicitou ainda às famílias que enviem para a Arquidiocese relatos das experiências, fotografias do recanto familiar, desenhos, pequenos filmes e interpelações para que «a Diocese caminhe ainda mais com as famílias».

Uma vez que este ano não haverá procissões e outras manifestações religiosas exteriores, o prelado sugeriu ainda aos arquidiocesanos que construam nas suas casas cruzes floridas, à semelhança do ano passado, mas desta vez colocando ao lado uma mãos representando as do Bom Samaritano. As mãos podem ser pintadas, fotografadas, construídas.

O Arcebispo aproveitou para informar que  a renúncia quaresmal deste ano destina-se, à semelhança do ano passado, ao Fundo Arquidiocesano “Partilhar com Esperança” e à paróquia de Santa Cecília de Ocua, na Diocese de Pemba, em Moçambique, com quem a Arquidiocese de Braga tem estabelecido um acordo de cooperação missionária.

A Eucaristia iniciou-se com a imposição das Cinzas aos cónegos que concelebraram a Missa de Quarta-feira de Cinzas e a um grupo restrito de fiéis que participou na Eucaristia.

As celebrações, que decorreram à porta fechada, foram transmitidas pelos meios digitais da Arquidiocese.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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