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Papa declara venerável sacerdote da Arquidiocese de Braga

Arcebispo manifesta júbilo pelo reconhecimento das virtudes heróicas do padre Albino da Cunha e Silva.

Jorge Oliveira
20 Fev 2021

O Papa Francisco declarou hoje venerável o padre Albino Alves da Cunha e Silva, natural da Arquidiocese de Braga, que nos inícios do século XX refugiou-se no Brasil devido às perseguições religiosas da I República, em 1910, e naquele país acabaria por falecer.

A notícia do reconhecimento das virtudes heroícas do padre Albino foi recebida pelo Arcebispo de Braga com «júbilo» e esperança de que o seu legado contagie na Arquidiocese.

«É um momento de grande alegria para a Arquidiocese de Braga. Damos Graças a Deus por mais este testemunho de santidade», disse ao Diário do Minho D. Jorge Ortiga, desafiando os arquidiocesanos a acolher os desafios que este sacerdote do presbitério de Braga «conseguiu dar na sua vida de empenho com os mais pobres».

O prelado lembrou que o sacerdote, nascido em Celorico de Basto, em 1882, e falecido no Brasil, em 1973, encontrou naquele país uma sociedade com «muita pobreza e muita miséria» e realizou uma obra social que hoje está presente em hospitais, escolas, igrejas, centros sociais.

«O padre Albino deixou na cidade onde esteve um legado importante. Saiu daqui num período muito difícil e complicado (não lhes era permitido evangelizar aqui), foi para o desconhecido, mas sempre com este projeto de trabalhar por uma sociedade mais humana», destacou D. Jorge Ortiga, considerando que o sacerdote minhoto deve ser um modelo a seguir para todos, mas sobretudo para os sacerdotes.

O Arcebispo de Braga revelou que a uma das próximas obras da comunidade de S. Francisco na Divina Providência, que está presente na Arquidiocese de Braga no Poverello – Domus Fraternitas, em Montariol, será dado o nome do padre Albino, pois este sacerdote inspirou o fundador daquela comunidade religiosa.





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