Fotografia: Ricardo Resende

ACB considera que Plano de Recuperação e Resiliência é «assimétrico e discriminatório»

PRR não vai ao encontro das necessidades da região, segundo a ACB.

Rita Cunha
1 Mar 2021

Assimétrico e discriminatório. É desta forma que a Associação Comercial de Braga (ACB) caracteriza o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) apresentado pelo Governo.

Depois de uma reunião que visou analisar o referido documento, em particular as suas linhas gerais e a afetação de verbas às várias áreas temáticas contempladas, a associação entende que «é um plano bastante assimétrico no que respeita a sua abrangência territorial e que dá prioridade ao investimento público em detrimento dos apoios às empresas e à recuperação da atividade económica em Portugal».

Em comunicado, a ACB fundamenta esta sua posição com o facto de privilegiar «ações e projetos nas áreas metropolitanas (Lisboa e Porto) e no litoral do país, podendo-se até dizer que é mais do mesmo para os mesmos de sempre». Neste sentido, a associação acredita que «se vai, uma vez mais, perder uma oportunidade de atenuar as assimetrias regionais que tanto se agravaram nas últimas décadas em Portugal».

No caso da região de Braga, considera que «limita-se apenas a poder beneficiar de alguns dos investimentos transversais» consagrados no documento.

Como exemplo, a ACB refere a área das infraestruturas de ligação rodoviária, na qual o PRR apenas contempla uma ligação ao AVEPARQUE, em Guimarães, sendo «esquecidas as necessidades de alternativas a norte de Braga, mais concretamente nas ligações entre os concelhos de Terras de Bouro/Gerês, Braga, Vila Verde e Ponte de Lima».

A par disto, «lamenta-se também que o projeto de ligação rápida de Braga a Guimarães com recurso ao sistema de BRT (“Bus Rapid Transit”) não tenha sido contemplado» quando Lisboa e Porto vão ter investimentos no metro superfície e BRT.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





Notícias relacionadas


Scroll Up