Fotografia: PVS

Moradores do Fujacal exigem construção de muro e CMB promete avançar com a obra

Rede que era para ser «provisória» está no local há quatro anos. Risco de «tragédia» é elevado…

Pedro Vieira da Silva
12 Abr 2021

Vários elementos da Comissão Coordenadora Concelhia de Braga do Bloco de Esquerda estiveram, esta manhã, no Fujacal, onde denunciaram a existência de um «sério problema» no espaço «público» e que poderá levar, caso a Câmara de Braga não tome medidas, a uma tragédia.

 

 

Logo no início da visita, Alexandra Vieira, coordenadora do Bloco de Esquerda em Braga e deputada na Assembleia da República e, também, na Assembleia Municipal da capital minhota, lembrou o sucedido, em 2014, perto da Universidade do Minho, quando três estudantes morreram após queda de um muro que ruiu.

No Fujacal existe um muro que esteve em perigo de ruir e, há quase quatro anos, depois de várias queixas, foi demolido, tendo ali sido colocada, «de forma provisória», uma rede que, entretanto, “dura” «desde então», colocando em perigo «todos os moradores» dos prédios ali existentes.

Os edifícios, com mais de 30 anos, têm vários problemas mas, nesta altura, o dominante é mesmo a falta de um muro, entretanto substituído por uma (frágil) rede, que permite, por exemplo, a passagem de uma criança pequena, o que levaria a uma queda de cerca de cinco metros.
«Este prédio tem várias particularidades e uma delas é esta: eu moro no terceiro esquerdo da Alameda do Fujacal e o meu vizinho do lado mora no quarto direito da Travessa Conselheiro Lobato. Temos duas moradas! E, na altura da construção do prédio, há mais de 30 anos, fizeram este passeio elevado e esta saída. Foi aqui colocado um muro e, recentemente, alertamos para o risco do mesmo ruir», conta, emocionado, Carlos Vilela, morador num dos três prédios ali existentes.

«Queremos um muro novo, que arranjem os passeios e as caixas do correio. Está tudo rebentado. É uma veegonha e um perigo para todos os que aqui vivem», lamenta Isabel Vilela, moradora num dos prédios há 18 anos.

«Esta rede está aqui há três anos para impedir uma situação de perigo mas a mesma rede, por sua vez, está em risco de ruir, podendo provocar danos materiais e humanos”, disse, no local, a deputada municipal Alexandra Vieira que interrogou, de seguida: “O vereador da conservação do espaço público, João Rodrigues, vai esperar por um incidente grave para tomar alguma medida?», questionou Alexandra Vieira.

João Rodrigues, que tem a seu cargo os pelouros da Gestão e Conservação do Espaço Público e ainda Inovação e Tecnologia e Obras Municipais, revelou, em resposta às acusações bloquistas, que no local será “erguido”, nas próximas semanas, um novo muro.

«Há necessidade de construir um novo muro mas haveria indefinição sobre quem deveria construir o novo muro. O município vai intervir e depois se verá quem paga as obras. Vamos intervir já na reconstrução do muro», revelou João Rodrigues.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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