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Costa frisa que «não é alterando critérios que alteramos a realidade»

Portugal registou hoje mais cinco mortes relacionadas com a pandemia de covid-19 e 649 novos casos de infeção. Em internamento nas enfermarias estão 415 doentes, menos 14 do que na sexta-feira. Nos cuidados intensivos, Portugal tem hoje 103 pessoas, mais duas que no dia anterior.

Pedro Vieira da Silva / Lusa
17 Abr 2021

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu hoje que “não é alterando os critérios” para o desconfinamento que se altera a realidade e salientou que as normas são adequadas à evolução da pandemia em cada concelho.

“Não é alterando os critérios que nós alteramos a realidade, e a realidade é simples: quanto maior é a gravidade da situação mais estritas têm de ser as medidas, e foi essa tabela que foi fixada e agora temos de cumprir. Eu percebo que é obviamente desagradável, temos é que trabalhar todos para daqui a 15 dias já esteja tudo em verde e possa tudo avançar para a próxima fase de desconfinamento”, afirmou o primeiro-ministro.

António Costa falava aos jornalistas em Lisboa, à margem da condecoração da judoca Telma Monteira com a medalha de Honra ao Mérito Desportivo, onde foi questionado sobre a contestação por parte dos autarcas dos concelhos que recuaram no desconfinamento.

À saída do Altice Arena, onde decorrem os Europeus de Judo, o chefe de Governo insistiu que as regras fixadas em torno da pandeia de covid-19 “não são nem prémios nem castigos aos concelhos”, mas “normas de saúde pública” que são “adequadas à situação da pandemia que existe em cada concelho”.

Questionado se o Governo pondera rever os critérios de desconfinamento para concelhos com menor densidade populacional, o primeiro-ministro salientou que “houve um critério feito com uma base científica por uma equipa liderada pelo professor Óscar Felgueiras e pela professora Raquel Duarte, que foi muito debatido”, e “os critérios foram tornados públicos, são por todos conhecidos”.

“Os critérios têm uma enorme vantagem, é que todos podemos saber e ir acompanhando dia a dia como é que está a evoluir a situação em cada concelho e não é esperar de 15 em 15 dias pelo resultado, o resultado vai-se construindo ao longo desses 15 dias”, defendeu.

“E felizmente nos 15 dias anteriores houve vários concelhos que tiveram uma evolução positiva, e portanto puderam sair da situação de risco em que estavam, e a generalidade do país pode avançar para a próxima fase do desconfinamento na próxima segunda-feira, houve outros que tiveram de manter as atuais regras e outros que tiveram de recuar”, notou ainda António Costa.

Portugal registou hoje mais cinco mortes relacionadas com a pandemia de covid-19 e 649 novos casos de infeção, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Em internamento nas enfermarias estão 415 doentes, menos 14 do que na sexta-feira.

Nos cuidados intensivos, Portugal tem hoje 103 pessoas, mais duas que no dia anterior

De acordo com o boletim, hoje divulgado, desde o início da pandemia Portugal já contabilizou 830.560 casos confirmados e 16.942 óbitos.

O número de doentes em cuidados intensivos mantém-se em linha com o registado nos últimos dias, à semelhança da evolução dos novos casos de infeção e de óbitos.

Relativamente ao número de doentes em enfermaria é preciso recuar até 11 de setembro de 2020 para ter um número aproximado (404).

Em Portugal, há 25.344 casos ativos, uma redução de 23 em comparação com o dia anterior, e o menor número desde 30 de setembro.





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