Fotografia: Direcção-Geral de Saúde

Recusar vacina é fazer parte do “totoloto” de “um em 600 portugueses” que em 2020 morreu com a doença

Destaca o coordenador da ‘task force’ do plano de vacinação, o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo.

Redação / Lusa
18 Abr 2021

O coordenador da ‘task force’ do plano de vacinação afirmou hoje que recusar ser vacinado contra a covid-19 é fazer parte do “totoloto” de “um em 600 portugueses” que em 2020 morreu com a doença.

“Não ser vacinado significa ser um em 600 portugueses que no ano passado morreu, se a pessoa quer estar nesse totoloto acho que não é uma boa solução”, afirmou o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo aos jornalistas, no final de uma visita ao centro de vacinação de Gondomar, no distrito do Porto.

Sobre os receios das pessoas em serem vacinadas com a vacina “a ou b”, porque causam “este e aquele problema”, Henrique Gouveia e Melo frisou que acontece “um caso em um milhão”, “muito diferente de um caso em 600”.

As pessoas têm de perceber de que lado querem estar, avisou, acrescentando que não vacinar não significa estar “numa bolha isolada e conseguir fugir ao problema”.

O coordenador da ‘task force’ reforçou que é “muito mais perigoso” não ter a vacina do que ter a vacina.

“Não me parece que seja uma boa decisão [não tomar a vacina], a decisão é individual, cada um tem liberdade para decidir, mas não tomar a vacina é, na minha modesta opinião, um erro e constitui um perigo para a pessoa e para a sociedade”, vincou.

Este sábado (17 de abril) foram vacinadas em Portugal 120 mil pessoas, um novo máximo diário no que a doses da vacinas contra a covid-19, a maioria docentes e não docentes das escolas.

No total, já foram administradas 2,5 milhões de vacinas (1,8 milhões de portugueses já com a primeira dose).





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