Fotografia: DR

Núcleo de Santo António das Travessas nasce em «ano grande para a Arqueologia»

A intervenção representa um investimento de cerca de 250 mil euros

Carla Esteves
4 Mai 2021

O Município de Braga e a Universidade do Minho (UMinho) assinaram, ontem à tarde, um protocolo que visa a valorização e adequação à visita do Núcleo Arqueológico de Santo António das Travessas, um local que, pela sua importância histórica e monumental, é urgente valorizar por meio de um projecto que garante a consolidação das estruturas arqueológicas existentes e a divulgação ao público em geral.

A intervenção, que se traduz num investimento de cerca de 250 mil euros por parte do Município de Braga, encontra-se incluída num “bolo” substancialmente maior, composto por mais duas obras que, ao todo, representa um investimento global de quase 5 milhões de euros. Tudo, num ano que o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, considerou como «grande para a arqueologia bracarense».

Além do protocolo ontem firmado para a constituição do Núcleo Arqueológico de Santo António das Travessas, Ricardo Rio aludia ao projeto de execução para a musealização da área arqueológica das Carvalheiras, um investimento que deverá ascender a 2,7 milhões de euros, e a conservação, valorização e promoção do Convento de São Francisco de Real, que terá um investimento total de cerca de 2,5 milhões de euros

«São muitos os projetos em desenvolvimento, são também investimentos públicos noutras esferas que não dependem do próprio Município e estão a ser concretizados, como é o caso do Museu D. Diogo de Sousa, mas acima de tudo são projetos transformadores», afirmou Ricardo Rio.

No que respeita ao protocolo ontem firmado com respeito ao Núcleo de Santo António das Travessas os trabalhos preparatórios para o lançamento do concurso já se encontram em fase de conclusão, devendo ficar concluídos nas próximas semanas, à semelhança do que acontecerá com a Ínsula das Carvalheiras.  

Vaticinando que os novos projetos «passarão a entrar no roteiro de visitação da cidade, no futuro», o edil bracarense realçou a «componente de atratividade turística» inerente a estes projetos, paralelamente a «uma componente de qualificação urbana particularmente sensível  no caso da Ínsula das Carvalheiras, que junta à vertente arqueológica uma zona de lazer e de fruição da natureza que será uma grande mais valia para a população em geral».

Também o reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, se mostrou orgulhoso por mais esta etapa do trabalho que vem sendo desenvolvido há décadas pela Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho.

«É um trabalho que se confunde com o próprio processo de recuperação da Bracara Augusta. E sempre que nós damos mais um destes passos  isso significa também que para os intervenientes, seja para a Câmara Municipal, seja para a Unidade de Arqueologia, o trabalho que tem vindo a ser feito está a dar frutos», afirmou.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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