Fotografia: Arquivo DM

Ministério do Catequista concede maior corresponsabidade aos leigos

Padre Tiago Freitas destaca ligação direta dos futuros catequistas ao Bispo da Diocese

Joaquim Martins Fernandes
7 Jun 2021

O ministério do Catequista vai chamar uma parte dos leigos a uma missão apostólica que coloca os catequistas ao serviço do Bispo da Diocese e não da Paróquia. A leitura é feita pelo Padre Tiago Freitas, que liga a decisão do atual Papa Francisco ao trabalho que foi iniciado pelo Papa Paulo VI, após o concílio Vaticano II.

A leitura do sacerdote bracarense que dirige o Gabinete do Arcebispo Primaz foi expressa no âmbito de uma entrevista à rádio Ecclesia. Falando sobre o documento que institui o ministério do Catequista, o sacerdote defendeu que «deve ser ligado a um esforço do Papa Francisco em repensar aquilo que são os ministérios na Igreja».

«Em Janeiro, o Papa abriu os ministérios do Leitor e do Acólito a todos os leigos sem distinção», disse, lembrando que, num passado recente, esses ministérios estavam reservados apenas aos cristãos do sexo masculino que estivessem na preparação para o sacerdócio.

«Alterando o Código do Direito Canónico, ele [Papa Francisco] permitiu que passassem a ser acessíveis a todos [os leigos]. Aqui [no ministério do Catequista] há uma continuidade daquilo que eu considero ser um processo de reformulação de um documento muito antigo do Papa Paulo VI, onde ele foi pioneiro em dar à Igreja um novo rumo através dos ministérios laicais», sublinhou o especialista, explicando que a inovação introduzida por Paulo VI atribuiu aos leigos os serviços que integravam as designadas «ordens menores» que faziam parte do percurso de formação de um presbítero.

Nota Tiago Freitas que os serviços pastorais a prestar no âmbito dos ministérios laicais passam agora a ter uma maior continuidade temporal, pelo que o seu exercício não se limita a «um mero voluntariado».

«Aqui não se trata de decidir colaborar com a minha paróquia porque tenho um tempo livre. Implica antes um compromisso que até agora não era comum», destaca o sacerdote da Diocese de Braga, deixando claro que o ministério do Catequista coloca o ministro leigo não ao serviço da sua paróquia, mas «no exercício de uma missão em nome do Bispo da Diocese», sendo por ele «enviado para algum sítio», que «pode ser a paróquia onde reside ou uma outra paróquia ou até um conjunto de paróquias».
[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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