Fotografia: DM

Guimarães recebe Senhora de Fátima com chuva de confetes e muita emoção

Santuário da Penha e Cidade acolheram Virgem Peregrina em festa

R. de L.
19 Jul 2021

A imagem da Virgem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima foi, ontem, recebida em Guimarães com uma chuva de confetes e muita emoção. Dezenas de populares sairam à rua para aplaudir, dar vivas, cantar e saudar a imagem com alegria e lágrimas. A receção emotiva fez-se entre devotos e turistas, que não ficaram indiferentes à fé colorida do povo.

As dezenas de turistas que, ontem, ocupavam as mesas das esplanadas do Largo da Oliveira não conseguiram conter o ímpeto de apontar o telemóvel para a receção emotiva que acontecia à sua frente. Ao som de palmas, vivas e cânticos, em cima do carro dos Bombeirros Voluntários de Guimarães, a imagem da Virgem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima acabava de chegar à porta da Igreja da Colegiada da Oliveira.

«Mira, qué cosa hermosa, que joya», exclamou Olívia de pronto, assim que percebeu os contornos da bela imagem da Senhora, esculpida com as indicações da Irmã Lúcia, que se estreou na peregrinação pelas multidões em 1947. Em cima de um andor de rosas brancas, debaixo de uma verdadeira chuva colorida de confetes, a imagem alva e peregrina voltou a despertar um rio de emoções em todos os que a saudaram na chegada à cidade-berço.

A receção emotiva começou a perceber-se assim que os sinos da Basílica do Toural entoaram os meios acordes das 11h30 e soou a ronca do quartel dos bombeiros. «É agora, é agora», apressou-se Maria José, saindo da sombra das árvores para se juntar aos populares que já se alinhavam na sala de visitas da cidade. Pouco depois, a escadaria de acesso à igreja haveria de ser pequena para albergar os muitos que fizeram questão de expressar gestos de gratidão e cantar convictos «aqui vimos, Mãe querida, Consagrar-te o nosso Amor», entre sorrisos e lágrimas. A imagem da «Rainha e Mãe de Portrugal» seguia a passo lento, enquanto os populares transbordavam nas palmas e nas preces à sua passagem.

«É uma grande alegria este encontro e uma honra podermos acolher aqui a imagem de Nossa Senhora de Fátima. E podem também subir à Penha para, com mais tranquilidade, descansar e receberem dela a sua força, bênção e proteção de Mãe, colocando a seus pés as vossas ansiedades e dificuldades, pendido que Ela nos ajude a aproximar-nos do outro, partilhando alegrias e tristezas, porque juntos seremos melhores», haveria de resumir o pároco Paulino Carvalho, na eucaristia solene que juntou na Igreja da Oliveira os vários representantes das várias entidades civis, militares e religiosas da cidade.

Mas foi um pouco antes que se viveu um dos momentos mais emotivos do dia – a par da chegada ao Santuário da Penha -, aquele que «mais fez recordar a grandiosa emoção popular e o enorme sucesso» que constituiu a passagem da Virgem Peregrina por Guimarães e pelo distrito há 70 anos, comparou e recordou ao “DM” o Monsenhor José Maria Lima de Carvalho, o principal anfitrião e único ocupante da viatura que seguiu frente ao carro que transportou a imagem pelas ruas da cidade. O fervor do povo cristão exprimiu-se da forma mais bela na Penha e na Rua Egas Moniz, com uma verdadeira chuva de confetes coloridos lançados das varandas para a rua.

Simultaneamente, alguns moradores não resistiram a juntar-se na rua aos devotos e turistas para ver mais de perto «o olhar terno e a bela imagem da mãe de Deus». Filomena Sousa lá estava, emocionada, lançando pétalas entre lágrimas «porque é impossível não sentir esta alegria imensa ao olhar para Nossa Senhora de Fátima», justificou.

Até 12 de Setembro, «a Penha vai ser o altar do Mundo e este rosto mais belo, o colo da Mãe de Deus, onde temos conforto e ânimo, espera por todos e acolhe a todos», convidou o juiz da Irmandade, Roriz Mendes.





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