Fotografia: Nuno Cerqueira

Vila Verde: MP acusa homem de crimes cometidos em negócio no OLX com recurso ao MB Way

A acusação do MP no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da Procuradoria da República de Braga (Vila Verde, secção única) “descreve que nesse contacto telefónico o arguido se predispôs a pagar por MB Way, tendo-se apercebido [de] que o vendedor nem dispunha da referida aplicação, nem estava por dentro do seu funcionamento”.

Redação
19 Jul 2021

O Ministério Público (MP) em Braga acusou um homem de burla informática, de acesso ilegítimo e de falsidade informática, crimes alegadamente cometidos em negócio no OLX, com recurso ao MB Way, anunciou hoje a Procuradoria-Geral Regional do Porto (PGRP).

Em nota publicada na página da Internet, a PGRP explica que o MP “considerou indiciado que o arguido”, em 18 de dezembro de 2019, “contactou um anunciante da plataforma OLX manifestando interesse na compra” de um bem que estava à venda por 1.000 euros, “porém com o único fito de o ludibriar e de conseguir ganhos económicos à sua custa”.

A acusação do MP no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da Procuradoria da República de Braga (Vila Verde, secção única) “descreve que nesse contacto telefónico o arguido se predispôs a pagar por MB Way, tendo-se apercebido [de] que o vendedor nem dispunha da referida aplicação, nem estava por dentro do seu funcionamento”.

“Aproveitando-se disso, a pretexto de que estavam a fazer diligências necessárias para concretizar o referido pagamento pela dita plataforma, operando sempre por telefone, convenceu o ofendido a deslocar-se a uma caixa Multibanco, dando-lhe depois indicações que conduziram a que este associasse na plataforma MB Way a sua própria conta bancária ao telefone usado pelo arguido”, refere a PGRP.

Após a associação feita, acrescenta a acusação, “o arguido ficou com acesso à conta bancária” em causa e “procedeu ao levantamento em caixas Multibanco” de 400 euros em numerário e transferiu 1.200 euros para outra conta bancária.

Na acusação, deduzida em 12 de julho, o Ministério Público pede que o arguido seja condenado a pagar ao Estado os 1.600 euros, “por constituir vantagem patrimonial da sua atividade criminosa, sem prejuízo dos direitos do lesado”.

 





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