Fotografia: Avelino LIma

Santuários existem para acolher e estar ao serviço da comunidade

D. Jorge Ortiga adverte que «não há verdadeira ecologia sem um autêntico humanismo»

Joaquim Martins Fernandes
29 Jul 2021

O Arcebispo Primaz afirmou hoje que a grande função dos santuários que existem na Arquidiocese de Braga reside na capacidade de acolhimento e na disponibilidade para a prestação de serviços à comunidade. Uma tarefa que D. Jorge Ortiga exortou a que seja cumprida dentro dos valores da «ecologia quotidiana» e no «respeito pela Natureza», que deve ser entendida como «a casa comum».

O líder da Igreja de Braga falava no santuário de Santa Marta do Leão, onde desafiou cada cristão a abrir as portas da sua habitação ao descanso dos que mais precisam, seguindo o exemplo de Santa Marta, que sempre teve a casa aberta para que Jesus Cristo pudesse repousar nos momentos de maior fadiga. «Quem visita estes lugares [santuários] devia dar o exemplo de Santa Marta: fazer da hospitalidade o serviço que leva a Igreja a caminhar com todos», afirmou D. Jorge Ortiga, precisando que, no novo Programa Pastoral da Arquidiocese de Braga, «Caminhar com a Igreja é mais do que acolher, é sinal da disponibilidade total para servir os outros, especialmente os que mais necessitam».

O Arcebispo de Braga falava na homilia da missa festiva em honra de Santa Marta, que foi celebrada esta manhã na capela de Santa Marta do Leão e que registou a presença de centenas de fiéis, que se distribuíram pelos amplos espaços do santuário que integra o conjunto dos sacros montes de Braga, cumprindo todas as regras de segurança determinadas pela Direção-Geral da Saúde.

Após uma palavra de agradecimento «pessoal» e da Arquidiocese ao trabalho que tem sido realizada pela Confraria, na «requalificação de um notável património arquitetónico e natural que convida à contemplação e à vivência dos valores cristãos», o Arcebispo de Braga não deixou de vincar que «este património natural [santuário de Santa Marta do Leão] é ele mesmo um amplo espaço de serviço à comunidade, nas vertentes contemplativa, da fruição e do acolhimento».

<span class=”credit_foto_editor_part2″ style=”color: #7e2320 !important; font-size: 10pt;”>[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]</span>

 





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