Espaço do Diário do Minho

BOM ANO LETIVO

30 Ago 2021
Eugénio Oliveira

Mais um ano letivo que se inicia… com ele, novas expectativas, novos projetos, novos anseios, novos votos de que tudo ocorrerá de acordo com os objetivos das escolas, professores, alunos e encarregados de educação.

Este ano letivo, a expectativa para uma nova etapa é ainda mais forte, já que passamos por um período muito desafiador e temos a esperança que voltar atrás, ou seja, ao ensino a distância, é impensável. É certo que escolas, professores, alunos e pais foram resilientes e sempre souberam organizarem-se no sentido de minoraram os danos no processo-ensino-aprendizagem.

Será o ano letivo em que estar na escola e estar uns com os outros, estar com todos os elementos humanos e físicos que envolve uma escola, confirmará a verdade de que apenas essa realidade possibilita aos nossos alunos o desenvolvimento académico, pessoal e social, em parâmetros desejáveis e que só essa realidade propicia uma saúde psicológica e emocional equilibrada.

Uma palavra para os professores que se revelam a cada ano letivo que passa como uma classe profissional das mais capacitadas para os desafios com que se deparam, demonstrando constante adaptação às circunstâncias para dar respostas adequadas e necessárias, para os nossos alunos terem o sucesso educativo que desejam. Diante do cenário que estamos a viver, os desafios são gigantes para a educação como um todo e para os professores em particular. Não voltaremos “ao normal”, pois o normal será uma nova realidade, muito diferente daquela que conhecíamos antes da Pandemia. O mundo, provavelmente, não será o mesmo. A educação e os professores também não. O professor, depois da covid-19, será um profissional mais preocupado com o outro, que valoriza as relações interpessoais. O exercício da docência exige muito esforço, preparação, conhecimento, pesquisa, tempo e dedicação, qualidades humanas, conhecimento e competência especializados. É isto que faz a deontologia e a excelência desta profissão. Nem todos necessitaremos de um advogado, nem todos necessitaremos de um arquiteto ou até de um médico, mas todos necessitarão de um professor.

Por último, uma palavra para as escolas/agrupamentos e seus Diretores que muito e bom trabalho têm concretizado, respondendo de forma expedita aos problemas que a Pandemia provocou no tradicional modus operandi do sistema educativo. Essa palavra é no sentido de sensibilizar para um dos aspetos, que na minha ótica, caracterizará as escolas de excelência no século XXI: a escola deve ter como estratégia fundamental reforçar os valores necessários para uma boa formação ética dos nossos alunos, pois a escola vai para além da sala de aula e dos conteúdos programáticos, é um espaço relacional por excelência. O que esta Pandemia pôs a nu foi que é possível transmitir conteúdos via plataformas digitais, mas foram evidentes as desigualdades e a exclusão dos desfavorecidos social e economicamente e ainda que só é possível estimular o desenvolvimento de competências socioemocionais, fortalecer os vínculos e estabelecer uma relação de confiança entre estudantes e educadores, no espaço físico da escola. Neste sentido, a escola é lugar de encontro e é corresponsável na formação da pessoa, na educação de crianças e jovens. É este encontro solidário que a escola possibilita que todos ansiamos e que se experienciará com mais veemência no ano letivo de 2021-2022.

Bom Ano Letivo



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