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Cinema e sétima arte.

Redação
28 Setembro 2021

A terceira edição do Ciclo de Cinema Galego-Português decorre a 14, 15 e 16 de outubro, sempre das 21h30 às 23h30, no auditório da Casa das Artes de Arcos de Valdevez. A cada dia vão ser apresentados uma curta-metragem e um filme, seguindo-se um debate com os seus realizadores e outros convidados. A iniciativa visa promover o intercâmbio cultural entre a Galiza e Portugal e tem nesta edição o tema “Mulheres, Património, Sociedade”, abordando o papel das mulheres nas crises, o património como instrumento de coesão social e o contexto da solidariedade à fraternidade.

A coordenação cabe à Universidade do Minho – através da Vice-Reitoria da Cultura e Sociedade, do Centro de Estudos Galegos (CEG), do Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT) e do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) –, ao Conselho da Cultura Galega (CCG), ao Município dos Arcos de Valdevez, ao Museo do Pobo Galego e à Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa dos Observadores Consultivos da CPLP.

O programa abre a 14 de outubro com breves declarações da vice-reitora Manuela Martins, da presidente do CCG, Rosario Álvarez, e do presidente do município arcuense, João Manuel Esteves. Segue-se a exibição das películas “Nación”, de Margarida Ledo, sobre a vida inacabada de operárias da ex-fábrica de cerâmica Pontesa, e “Mulheres em quarentena”, de Bárbara Tavares, sobre duas mulheres – em Lisboa e Brasília – com os filhos em casa devido à covid-19. No final, as realizadoras vão juntar-se ao debate com o diretor da Rede Casas do Conhecimento da UMinho, José Gabriel Andrade, e a cineasta Sara Traba.

No dia 15 pode ver-se a curta experimental “Ganas”, de Maria da Fonseca e Rafaela Gomes, alunas de Ciências da Comunicação da UMinho, e o documentário alto-minhoto “Das arquitecturas tradicionais”, de Carlos Eduardo Viana. Os três juntam-se depois à conversa com o arquiteto Fernando Cerqueira e as arqueólogas Rebeca Blanco-Rotea e Fernanda Magalhães. À margem do programa, vai ser estreado o documentário “A festa do emigrante”, que Sara Traba dedica às aldeias de montanha arcuenses, chamadas “a terra do nevoeiro”.

No dia 16 é a vez do filme multipremiado “Ons”, de Alfonso Zarauza, com uma ilha galega como palco para um casal salvar a relação, e ainda “Lume na auga”, de Ana Lois, uma viagem interativa pela Idade do Ferro no santuário galego de Augas Santas. Segue-se uma tertúlia com aqueles dois cineastas, a historiadora Alexandra Esteves e a linguista Noemí Basanta. A iniciativa conta igualmente ao longo dos três dias, em paralelo, com a exposição “ONS SOA”, de Paula Ballesteros.

 

A primeira edição do Ciclo de Cinema Galego-Português decorreu em Braga a 3, 10 e 17 de maio de 2018, centrada no cinema galego e de fronteira. A segunda edição teve lugar em Vigo a 26, 27 e 28 de setembro de 2019, focando a situação da mulher e sua relação com uma sociedade normalizadora, por vezes também violenta.


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