Fotografia: CMB

Braga: AGERE acionou plano de limpeza na Falperra

Ambientalistas já haviam alertado para o lixo deixado no local pelo público.

Redação / Nuno Cerqueira
13 Out 2021

Após o FIA Hill Climb Masters, que levou milhares de pessoas até à Falperra em Braga, a empresa municipal, AGERE, colocou em marcha plano de acção de limpeza.

A AGERE está a recolher os resíduos que foram depositados ao longo de toda a área, ms já antes, e durante a prova, a empresa municipal tinha cerca de 20 colaboradores e colocou 12 papeleiras de 140 litros de capacidade junto ao paddock e 20 contentores com capacidade de 3.750 litros espalhados ao longo de todo o percurso e junto às zonas de público e dos locais de venda ambulante de bebidas e comida.

«Desde o início da prova que tivemos uma equipa permanente para tratar da limpeza de toda a zona. Logo que a prova terminou, mobilizamos as nossas equipas e meios para a Falperra que começaram a percorrer o terreno numa extensão de 4 km. A limpeza está a ser feita a uma média de 1 km por dia, o normal neste tipo de eventos, uma vez que a limpeza de uma Rampa da Falperra demora normalmente entre 4 a 5 dias», explica Rui Morais, presidente do Conselho de Administração da AGERE, sublinhando que mesmo com uma frequente utilização dos contentores por parte do público, «ainda assim houve lixo depositado fora dos equipamentos e estes não esgotaram a sua capacidade de recolha».

Para o FIA Hill Climb Masters, foram ainda disponibilizadas viaturas equipadas com sopradores e varredeiras que estiveram em permanente funcionamento durante 12 horas no Sábado e 12 horas no Domingo. Foi também mobilizado um camião de 15 metros de recolha de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), e um camião de recolha traseira para o lixo que foi depositado fora dos contentores.

«Com os diversos meios mobilizados para o efeito, estivemos mais uma vez à altura de um evento que atraiu milhares a Braga. A nossa preocupação é garantir que os locais onde a prova se realizou fiquem rapidamente limpos e com o mínimo impacto possível», conclui Rui Morais.

Vários grupos de ambientalistas haviam alertado para o estado de sujidade em que ficou a zona onde decorreu a prova internacional.

«Fiquei surpreendido em específico com os resíduos e lixo indiferenciado observados entre o desvio para a M585, as imediações do Restaurante D. Júlia, Hotel Golden Tulip, área Shuttle II, Capela de Santa Marta do Leão até à área Shuttle I. Ao longo deste percurso observavam-se milhares de beatas de cigarro e resíduos, com ênfase para os resíduos recicláveis», confirmou Carlos Dobreira, um dos ambientalistas sempre atento e que enviou exposição à Câmara de Braga, em nota enviada a este jornal.

Dobreira apela mesmo para que «em 2022 seja promovida uma campanha junto do público direcionada para a separação de resíduos, a dotação de mais ecopontos e contentores e a prática de plogging no final de cada dia de prova».





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