Fotografia: DR

José Cid volta ao rock progressivo em “Vozes do Além” a editar esta semana

O músico José Cid regressa ao ‘rock’ progressivo em “Vozes do Além”, o 25.º álbum de estúdio, a ser editado na sexta-feira, no qual canta poetas como Natália Correia e Sophia de Mello Breyner Andresen.

Redação/Lusa
2 Dez 2021

“Vozes do Além”, editado em triplo vinil e duplo CD, começou quando o produtor Rui Vaz mostrou a José Cid o poema “Um Dia”, de Sophia Mello Breyner Andresen, para que este o musicasse.

José Cid acabou por juntar “15 poemas geniais”, que começou depois a “musicar de uma forma ousadinha”, puxando dos galões “de músico nomeado, a nível mundial, de rock sinfónico e de algumas harmonias jazzísticas e cenas jazzísticas” que adquiriu “ao longo da vida”.

Quando se fala de “Vozes do Além” como uma empreitada, José Cid concorda. “Empreitada é a palavra certa, se é que se pode ligá-la à inspiração pura e ao conhecimento de uma área que eu domino”, disse à Lusa.

O cantor alerta que “Vozes do Além”, o álbum, “é muito ousado” e “não tem nada que ver com ‘10.000 anos depois entre Vénus e Marte'”, álbum de rock progressivo que editou em 1978.

“Este álbum é diferente e não conta uma história com princípio, meio e fim, como o ’10.000 anos […]’, mas conta uma história por cada poeta. Cada poeta tem a sua opinião concreta sobre o que é a vida depois da morte. Cada tema é um mundo, cada tema por si é concetual”, disse à Lusa.

Em “Vozes do Além”, que contém 20 temas, José Cid contou com a participação do músico e compositor Tozé Brito, da radialista Inês Meneses e das bandas Prana e Gans.

Com a chegada da pandemia da covid-19 a Portugal, em março do ano passado, que levou a sucessivos adiamentos e cancelamentos de espetáculos, José Cid resolveu então atirar-se, “arregaçar as mangas”, chamando os “músicos de rock sinfónico” com quem toca e o seu produtor, Francisco Martins, que é também um dos músicos que o acompanham.

O álbum é apresentado ao vivo no sábado, em Anadia, no dia 17 de dezembro, no Rock Café, no Porto, e, no próximo dia 18, no Capitólio, em Lisboa.





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