Espaço do Diário do Minho

O meu filho é muito enérgico

14 Jan 2022
Tiago Borges

Já terão ouvido alguém dizer que quando as crianças estão muito paradas e silenciosas, “é sinal que estão doentes”, mas o contrário também se verifica, e por vezes, parece mesmo que as crianças “têm bichos-carpinteiros”!

Os problemas de comportamento podem surgir em qualquer idade e frequentemente começam cedo. Conheça algumas das causas que podem aumentar a probabilidade de problemas de comportamento mais graves:

– Crianças com temperamento difícil, irrequietas, e impulsivas; com dificuldades de aprendizagem; deprimidas e com o sentimento de não serem amadas; e vítimas de maus-tratos;

– Práticas parentais e educativas inadequadas; não estabelecer claramente regras e limites e ser demasiado flexível quanto ao seu (in)cumprimento; pais deprimidos, com outras doenças ou sobrecarregados e exaustos, sem apoio da família; ambiente familiar conflituoso, violento ou situações de rutura familiar;

– Grupos de amigos problemáticos; número excessivo de alunos por professor; fraco incentivo às competências da criança e do adolescente em contexto educativo;

– Pobreza, desemprego, sobrepopulação do domicílio, viver num bairro inseguro.

Sendo a prevenção a intervenção mais eficaz, fique com algumas estratégias para diminuir estas situações:

– Sejam pais e não companheiros dos filhos;

– Mais do que darem conselhos, deem o exemplo;

– Manifestem de forma clara e simples o vosso desagrado perante as situações em que a criança ultrapassa os limites previamente estabelecidos;

– Definam as consequências da quebra das regras combinadas e cumpra-as.

– Organizem tempo com disponibilidade, afeto e diálogo para com os filhos;

– Estimulem o vosso filho a pensar e falar do que sente, em alternativa a descarregar a sua irritação e o seu mal-estar através do comportamento;

– Controlem e supervisionem a criança: onde está, com quem e a fazer o quê;

– Mantenham contacto regular com a escola ou jardim-de-infância, trabalhando em conjunto com os professores e educadores para melhorar o desenvolvimento e a integração da criança;

– Consultem o médico de família ou um psicólogo para uma avaliação global da situação e respetiva orientação.

Por último, algumas notas importantes:

– A irrequietude é normalmente resolvida com o crescimento normal da criança;

– Passem mais tempo com os filhos e mostrem-lhes o vosso afeto;

– Lembrem-se que a criança precisa de tempo e espaço para fazer barulho, correr, saltar e “gastar” a energia que tem;

– Não se foquem apenas nos comportamentos negativos e aproveitem todas as oportunidades para elogiar e valorizar a criança.



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